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 Direito a Ser Diferente

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Tânia Listing
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PostSubject: Direito a Ser Diferente   Fri Jul 13, 2012 3:04 pm

Esta OS até nem tem como personagens nenhum elemento dos TH mas resolvi postá-la na mesma! Se acharem que não devia postá-la por isso digam!



Sou o Sebastien e sou homossexual. Os meus amigos sempre souberam desde o início, até porque no nosso grupo não é assim tão raro encontrar quem seja assumidamente gay, lésbica ou até mesmo bi; mas só ontem é que os meus pais ficaram a saber aquilo que eu há 3 anos não faço questão de esconder do mundo. Contei-lhes tudo sem ocultar nenhum facto mas nada fazia prever a situação que se viria a seguir.



*Flashback*

-Tenho uma coisa importante para vos contar…!

-O que é que se passa? Aconteceu alguma coisa de grave?

-Não, nada disso! Eu estou bem, não se preocupem!

-Então é o quê?

-Tem a ver comigo e… é algo que não é assim tão fácil de dizer sem mais nem menos, e seria muito importante para mim se eu pudesse continuar a contar com o vosso apoio independentemente de tudo o resto.

-Mas é claro que podes contar connosco, filho! Nós somos a tua família!

-Então acho que já estou em condições de vos poder revelar o que eu tenho para dizer. E o que eu tenho para dizer é que… eu sou homossexual! Desculpem não vos ter dito há mais tempo, eu não sabia qual é que iria ser a vossa reacção e, por isso, fui adiando o assunto até não conseguir aguentar mais!

-Desculpa, o que é que disseste?

-É isso mesmo que ouviram. Eu sou gay!

-Sebastien Hagens, tens 10 minutos para te pores fora desta casa!

-Mas…

-Não há mas! Tens consciência daquilo que tu nos acabas de contar? Tu não tinhas o direito de esconder uma coisa dessas! A tua atitude é inaceitável, nós damos-te tudo e é assim que nos agradeces?

-Vocês não estão a entender…

-Fim de conversa! Não queremos ouvir mais nada! Agora, se fazes o favor, pegas nas tuas coisas e sais imediatamente desta casa!

*End of Flashback*



E pronto, em menos de meia hora deixei de pertencer àquela família e fui escorraçado de casa. Não me deram hipótese de explicar o que quer que fosse e apenas tive tempo de trazer as coisas mais importantes, e isto, porque não me deram tempo para mais. Mas como ainda tenho a chave eu depois passo por lá quando estiverem todos a trabalhar e trago o resto das coisas. Só espero é que até lá não se lembrem de trocar as fechaduras de casa de propósito para me vedarem o acesso! -.-‘

O que vale é que tenho ao meu lado o Max que, para além de ser o meu companheiro, tem sido também o meu grande apoio nesta altura. Quando lhe contei a minha situação ele nem sequer pensou duas vezes e ofereceu-me logo abrigo em sua casa. A família dele, ao contrário da minha, não tem este tipo de preconceitos, nunca o recriminou por causa da sua orientação sexual e, como tal, aceitaram-me de braços abertos em sua casa.

E, acima de tudo, não fazem perguntas demasiado íntimas; não que tenhamos algo a esconder mas uma vez que a nossa relação nunca foi novidade nenhuma para nenhum membro da família do Max acho que, a partir do momento em que me ofereceram lugar lá em casa, seria normal e natural que eu e o Max partilhássemos o mesmo quarto e por isso é natural que queiram permanecer na ignorância sobre o que quer que seja que nós façamos quando estamos sozinhos no quarto. No fundo, o que a família do Max está a fazer é nada mais, nada menos do que dar-nos espaço. Os pais do Max são super compreensivos e entendem perfeitamente que nós os dois queiramos estar sozinhos, coisa que eu nunca encontrei na minha (ex-) família! -.-‘

Agora estou a viver em casa do Max mas é apenas a título temporário até conseguir arrendar uma casa para vivermos os dois juntos, apesar do Max e da família dele já me terem dito que não se importavam que eu ficasse lá o tempo que me apetecesse. E como agora já não posso contar com os meus pais para me pagarem as propinas da faculdade, vou ter que requerer o estatuto de trabalhador-estudante e passar a estudar em regime pós-laboral enquanto trabalho de dia. Apesar de não gostar lá muito de recorrer a cunhas, o Max já me disse que amanhã vai falar com o patrão dele a ver se me consegue arranjar um lugar lá na pizzaria; segundo ele, o rapaz que fazia antes as entregas teve um acidente e estão a precisar de alguém para o substituir.

E enquanto isso vamos juntando dinheiro para conseguirmos dar entrada para uma casa. Não vejo a hora de termos uma casa só para nós e de termos o nosso espaço só nosso e de mais ninguém. Eu até já ando a vasculhar sites imobiliários até encontrar a casa dos nossos sonhos, aquela que irá ser o nosso ninho de amor.

Eu sei que ainda falta algum tempo até esse dia chegar, mas no dia em que tivermos na mão as chaves da nossa futura casa iremos provar ao mundo (e em especial à minha própria família que me desprezou) a força do nosso amor e que o amor verdadeiro vence todas as barreiras e não olha a diferenças!
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